A intenção aqui é listar as vantagens e desvantagens da independência da mulher e quais foram as consequências de ela ter conquistado seu espaço no mercado de trabalho e conseguido alcançar a tão almejada igualdade perante o sexo oposto.
Primeiramente, não podemos deixar de comentar que o poder aquisitivo das famílias aumentou bastante a partir do momento que a mulher passou a exercer uma função fora de sua casa, trabalhando fora de casa, porém considero grandes os prejuízos para a família com essa "ausência" da matriarca.
Vou começar falando dos filhos, que antes passavam a 1ª infância juntamente com a mãe em seu lar, adquirindo a educação básica, aquela entitulada "que vem de berço". Com o advento da saída da mãe para o trabalho, esses filhos passaram a ser levados para as escolas, berçários, maternais (seja lá qual for o nome dado em sua região). Isso fez com que a escola fosse obrigada a assumir um papel que não é dela e a famíla se eximisse de um papel que é dela. As crianças assim, ficaram com a 1ª infância com a educação deficiente e ninguém quer assumir a culpa disso.
Em segundo lugar, precisamos comentar que essa independência da mulher proporcionou a elas uma liberdade nos relacionamentos, já que no passado, elas se viam presas no casamento, visto que viviam "às custas" do parceiro que era o provedor da casa e deles ela dependia até para a compra de itens de consumo pessoal.
Em contra partida, isso veio gerar uma crise conjugal na sociedade, pois o casamento, que antes era uma instituição sólida e concreta, que durava 50, 60 anos, ou seja, "até que a morte nos separe..." hoje é uma instituição considerada falida, já que entende-se que a maioria daquelas mulheres era refém de um casamento de fachada e que na verdade viviam infelizes e solitárias fechadas em um mundinho onde tudo poderia ser perfeito, mas na verdade não era.
Hoje, temos mulheres que entram e saem dos relacionamentos de cabeça erguida, e que por causa de seus trabalhos tem condições de arcar com o sustento de seus filhos, que tem sua casa própria, seu carro, ou seja, coisa que antes normalmente perteciam ao homem e que no ato da separação, a mulher teria que recorrer à justiça para obter sua parcela dos bens que ajudara a conquistar, e que na maioria das vezes sairia da situação injustiçada, humilhada, sentindo-se ultrajada.
É sim motivo de orgulho termos conseguido tamanho espaço e tamanha independência e autonomia com relação ao universo masculino e talvez esse poderia ser um motivo forte para que eles se tornassem nossos aliados e parceiros na realização de algumas tarefas no dia-a-dia doméstico, porém vejo que a insistência em permanecer com o comportamento retrógrado do século passado permanece, ou seja, se a mulher conquitou tamanha autonomia, mérito dela, então ela que trabalhe o dia todo fora de casa e que chegue e vá para o fogão fazer a janta e para a lavanderia cuidar da roupa que tem a lavar, sem contar com o acompanhamento dos filhos, que se faz tão necessário dia após dia, e que normalmente fica sob responsabilidade delas...
O homem, com seu comportamento retrô, poderá, após um dia de trabalho, chegar em casa, tomar um banho relaxante, deitar-se no sofá e assistir sua programação favorita na TV enquanto o jantar fica pronto.
São os tempos modernos... Mas tudo já mudou tantas vezes, quem sabe uma nova mudança não está próxima, não é mesmo?
