02 novembro 2011

Campanha pela Vida!

Em homenagem aos meus colegas de trabalho, resolvi voltar a escrever, e justamente sobre isso...
Caso eles leiam este post, entenderão o porque da referência a eles e talvez até se identifiquem com algumas colocações que aqui farei.
Um certo colega costuma dizer que lançará uma "Campanha pela Vida" e a descreve com o seguinte slogan: "Cada um cuida da sua!".
Essa é uma das frases que mais ouço por lá: "Cuida da sua vida!"
Isso se deve ao fato de existirem muitos "bisbilhoteiros" no ambiente no qual estamos inseridos.
Eu sou adepta à esta campanha, pois não sou à favor das pessoas ficarem querendo tomar conta da vida dos outros, tomando frente das coisas dos outros, se intrometendo nas decisões dos outros como temos visto tão rotineiramente no nosso ambiente.
No meu ambiente de trabalho - onde lidamos com os "bisbilhoteiros" dia após dia - cada um tem sua mesa, sua cadeira, seu computador, seu trabalho a fazer, seu prazo a cumprir, sua obrigação.
Como em todos os lugares, todos tem seus direitos e deveres e cada um sabe exatamente o que tem que ser feito, mas muitos não o fazem e isso faz com que os "abelhudos" creçam os olhos não só na vida destes, mas também daqueles que estão cumprindo o seu papel, ou seja, daqueles que estão fazendo o que deve ser feito. 
Há então uma intensa investigação para definir quem faz e quem não faz, mas quem faz esta investigação nem sempre está apto ou capacitado para tal função, ou nem mesmo teve tal função delegada para si. E então, juízes "sem diploma" fazem julgamentos desnecessários.
O pior é que isso não fica só no ambiente de trabalho, se estende também à vida pessoal, já que algumas pessoas estabelecem também vínculos fora da empresa. Então, atribui-se o direito de "bisbilhotar" também nos negócios fora dali, questionar o que está fazendo, onde foi depois do trabalho, com quem, que horas foi dormir... Ah não, às vezes é até suportável dar uma resposta saudável, mas em outras, a vontade é de restringir a relação ao estritamente profissional. Será possível?
Nada disso seria necessário se cada um tomasse pra si a sua própria vida, seus próprios problemas e se restringisse a ouvir apenas aquilo que foi dito e responder apenas aquilo que lhe foi perguntado, sem ficar cercando de perguntas que não querem ser respondidas, mas infelizmente o bom senso e respeito ainda não são dádivas concendidas a todos.
Cabe um pouco de reflexão e de respeito ao espaço do próximo, principalmente quando esse próximo é alguém com quem passamos longa parte do nosso dia.
E aí, você vai aderir à Campanha pela Vida?