25 novembro 2011

Vida: Longa ou Larga...

Pra variar, tenho refletido um tanto sobre a minha vida, sobre a vida dos outros, sobre o sentido da vida, sobre o sentido das coisas, sobre o sentido de tudo que acontece e que transforma o sentido da minha vida e da vida dos outros.
Confuso, não? Só um pouquinho...
Essa é uma das minhas características: REFLEXÃO!
Já faz muito tempo que queria escrever sobre a diferença entre essas duas palavras LONGA e LARGA, mas sabe como é, né? A idéia vem, na hora não dá pra escrever, a idéia vai... Agora ela voltou e resolvi exteriorizar...
Outro dia - muitos dias atrás - eu estava de bobeira, vendo TV, e como a maioria das pessoas fazem (pelo menos eu acredito que fazem) eu estava procurando algo interessante pra assistir e então "passeava" entre os canais no botãozinho da melhor invenção: o controle remoto. 
De repente, parei em um canal - que nem me lembro qual era, no qual estava passando um documentário sobre pessoas que lidam com pacientes com câncer, o chamado "mal do século". 
Muito se questiona sobre o porque não encontraram até hoje a verdadeira cura ou extermínio para o câncer, eu particularmente acredito que isso não aconteceu porque na verdade não descobriram o causador da doença, mas isso não vem ao caso, na verdade, o que interessa é que no documentário havia depoimentos de pacientes, familiares de pacientes, médicos, enfermeiros, psicólogos, psiquiatras, ou seja, todos os tipos de pessoas que, de alguma maneira se envolvem durante o tratamento da doença - não só dessa, mas de qualquer outra - mas a que estava em discussão era o câncer. 
Foram depoimentos emocionantes, muitos acompanhados com lágrimas, já que segundo uma psicóloga, há um envolvimento sentimental com o paciente, já que em alguns casos o tratamento pode durar 10, 15 anos.  
Nesse momento eu fiquei pensando: "Nossa! Em 15 anos acontece tanta coisa!" e de repente, já no encerramento do programa a psiquiatra fez a seguinte colocação: "não se deseja uma vida longa, se deseja uma vida larga..."
Quem me conhece ou já leu um pouquinho da minha história aqui, sabe que passei por uma experiência que me fez mudar a maneira de enxergar o mundo, mas mesmo eu, que nunca tinha pensado em viver até os 90 anos - ou seja, que nunca desejei vida longa, nunca tinha pensado na vida em sua "largura"- na verdade, a psiquiatra queria ressaltar a necessidade de valorizarmos a qualidade de vida, e não a quantidade de vida. 
Não interessa se vou viver até os 70 ou até os 90, o que interessa na verdade é a maneira como vou viver esses anos, o que vai fazer a diferença pra mim durante esse tempo.
Por isso, eu frequentemente reflito sobre o tipo de vida que levo!
Eu não tenho trabalhado demais? 
Planejado demais e executado de menos?
Ouço o meu corpo, meu coração, minha cabeça... 
Os avisos acontecem quando é hora de descansar um pouquinho...
Não faço planos sozinha... 
Quero caminhar na praia, mas não quero ver só as minhas pegadas na areia...
Quero abrir um vinho, mas não quero servir apenas uma taça...
Sirvo o jantar em uma bela mesa, mas não pode ter apenas um prato...
Não vou ao trabalho apenas para tratar e-mails, atender telefonemas... 
Vou até lá para sorrir, falar bobagens quando der um tempinho, conversar, confraternizar.
Não sou uma ilha e não vivo pra trabalhar. Trabalho pra viver e faço parte de um mundo que me cerca e  é o tipo de relação que eu estabeleço com a minha existência que vai garantir a largura da minha vida! 
Se minha vida será LONGA, não cabe a mim responder, pois esse é um planejamento do Papai do Céu, mas eu posso determinar que ela seja LARGA, ah isso eu posso!
Você também pode!
Então, que tal "ALARGAR" a vida?

02 novembro 2011

Campanha pela Vida!

Em homenagem aos meus colegas de trabalho, resolvi voltar a escrever, e justamente sobre isso...
Caso eles leiam este post, entenderão o porque da referência a eles e talvez até se identifiquem com algumas colocações que aqui farei.
Um certo colega costuma dizer que lançará uma "Campanha pela Vida" e a descreve com o seguinte slogan: "Cada um cuida da sua!".
Essa é uma das frases que mais ouço por lá: "Cuida da sua vida!"
Isso se deve ao fato de existirem muitos "bisbilhoteiros" no ambiente no qual estamos inseridos.
Eu sou adepta à esta campanha, pois não sou à favor das pessoas ficarem querendo tomar conta da vida dos outros, tomando frente das coisas dos outros, se intrometendo nas decisões dos outros como temos visto tão rotineiramente no nosso ambiente.
No meu ambiente de trabalho - onde lidamos com os "bisbilhoteiros" dia após dia - cada um tem sua mesa, sua cadeira, seu computador, seu trabalho a fazer, seu prazo a cumprir, sua obrigação.
Como em todos os lugares, todos tem seus direitos e deveres e cada um sabe exatamente o que tem que ser feito, mas muitos não o fazem e isso faz com que os "abelhudos" creçam os olhos não só na vida destes, mas também daqueles que estão cumprindo o seu papel, ou seja, daqueles que estão fazendo o que deve ser feito. 
Há então uma intensa investigação para definir quem faz e quem não faz, mas quem faz esta investigação nem sempre está apto ou capacitado para tal função, ou nem mesmo teve tal função delegada para si. E então, juízes "sem diploma" fazem julgamentos desnecessários.
O pior é que isso não fica só no ambiente de trabalho, se estende também à vida pessoal, já que algumas pessoas estabelecem também vínculos fora da empresa. Então, atribui-se o direito de "bisbilhotar" também nos negócios fora dali, questionar o que está fazendo, onde foi depois do trabalho, com quem, que horas foi dormir... Ah não, às vezes é até suportável dar uma resposta saudável, mas em outras, a vontade é de restringir a relação ao estritamente profissional. Será possível?
Nada disso seria necessário se cada um tomasse pra si a sua própria vida, seus próprios problemas e se restringisse a ouvir apenas aquilo que foi dito e responder apenas aquilo que lhe foi perguntado, sem ficar cercando de perguntas que não querem ser respondidas, mas infelizmente o bom senso e respeito ainda não são dádivas concendidas a todos.
Cabe um pouco de reflexão e de respeito ao espaço do próximo, principalmente quando esse próximo é alguém com quem passamos longa parte do nosso dia.
E aí, você vai aderir à Campanha pela Vida?