22 janeiro 2012

São tantas emoções...

De uns tempos pra cá eu tenho pensado muito na verdadeira essência dos relacionamentos. 
O que move as pessoas a ficarem juntas nos tempos de hoje? 
No passado, sabia-se que a mulher era submissa ao homem em grande parte por causa das finanças, já que o homem era visto como o "provedor" das despesas da casa e responsável por garantir à mulher e aos filhos o sustento. 
Nos tempos de hoje, com a evolução do mercado de trabalho, em tempos em que a mulher exerce as mesmas funções que o homem e que ambos dividem a responsabilidade de arcar com as despesas do lar, não há por que a mulher continuar presa a um relacionamento que não a faça feliz.
Talvez esteja aí o motivo de tanta efemeridade nos relacionamentos de hoje, o que faz com que os "antigos", os "velhinhos", fiquem chocados ao verem os jovens se envolvendo hoje em um casamento que talvez terminará em menos de 5 anos, enquanto no passado, era comum os relacionamentos completarem as famosas "Bodas de Ouro".
Nas minhas famosas "prosas" com amigos, tenho observado que o "casamento" mais duradouro é baseado em conceitos muito mais avançados do que amor, carinho, respeito, atenção, etc... (doce sonho...)
Soube que os relacionamentos são baseados em conceitos como convivência, hábito, conveniência e daí eu cheguei à conclusão de que relacionamento se resume à seguinte fórmula:
Relacionamento = Convivência + Comodismo. 
Daí eu penso o seguinte: Será que eu quero que minha vida se torne um hábito e daí eu me conformo e me acostumo com isso?  

E para onde foi o romantismo, o encanto, a sintonia que tínhamos quando nos conhecemos e quando éramos simplesmente "namorados"?


Para onde foi a expectativa e o frio na barriga que eu sentia ao pensar que ia encontrar aquele que eu julgava amar?  
E aí me lembro de um amigo que escreve no blog dele: "Amor? Que porra é essa?" 
Sim... São palavras grosseiras, mas que descrevem de maneira real o que é o doce sonho encantado de ser feliz se relacionando com alguém.
Chego à conclusão com isso de que são sábias as palavras da minha mãe que sempre disse que a felicidade tem que estar sempre dentro de nós e que é dentro de nós que temos que encontrá-la. 
Não precisamos de ninguém para fazer-nos feliz. 
(Embora ainda não tenha me acostumado com a filosofia da minha mãe, eu procuro acreditar nela!)
Este não é um conceito de auto suficiência, e sim de satisfação com o ego.
Estar feliz consigo é saber ser feliz com o outro. 
Saber amar é saber deixar alguém te amar, como diz o grande poeta Herbert Vianna e os seus Paralamas do Sucesso.
Mas por que existe tanta solidão? 
Porque de tanta tristeza quando estamos sós? 
Porque tamanho vazio? 
Porque sentimos necessidade de nos relacionarmos com alguém?
Será que tudo isso significa que não somos felizes com o nosso "eu"?
Será que isso significa que não "nos" amamos?
Definitivamente, acredito no outro poeta - Tom Jobim, que dizia que "fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho..."
Creio que há sempre um cantinho especial a ser preenchido por alguém que esteja disposto a nos fazer o bem. 
E tem cantinho que, infelizmente, o amor de mãe, pai, filho, não preenche...
Tem cantinho que só um outro alguém poderá preencher...
Talvez com o passar do tempo eu aprenda a preencher estes cantinhos de "eu mesma", mas por enquanto eles ainda estão vazios.
Não se sabe quem está certo ou errado nas coisas do coração, tudo é muito relativo e cabe a cada um julgar a forma correta de agir ou comandar seus atos ou sentimentos.
Eu por enquanto, ainda estou tentando descobri como agir diante de tudo...

Até breve!