Pra variar, tenho refletido um tanto sobre a minha vida, sobre a vida dos outros, sobre o sentido da vida, sobre o sentido das coisas, sobre o sentido de tudo que acontece e que transforma o sentido da minha vida e da vida dos outros.
Confuso, não? Só um pouquinho...
Essa é uma das minhas características: REFLEXÃO!
Já faz muito tempo que queria escrever sobre a diferença entre essas duas palavras LONGA e LARGA, mas sabe como é, né? A idéia vem, na hora não dá pra escrever, a idéia vai... Agora ela voltou e resolvi exteriorizar...
Outro dia - muitos dias atrás - eu estava de bobeira, vendo TV, e como a maioria das pessoas fazem (pelo menos eu acredito que fazem) eu estava procurando algo interessante pra assistir e então "passeava" entre os canais no botãozinho da melhor invenção: o controle remoto.
De repente, parei em um canal - que nem me lembro qual era, no qual estava passando um documentário sobre pessoas que lidam com pacientes com câncer, o chamado "mal do século".
Muito se questiona sobre o porque não encontraram até hoje a verdadeira cura ou extermínio para o câncer, eu particularmente acredito que isso não aconteceu porque na verdade não descobriram o causador da doença, mas isso não vem ao caso, na verdade, o que interessa é que no documentário havia depoimentos de pacientes, familiares de pacientes, médicos, enfermeiros, psicólogos, psiquiatras, ou seja, todos os tipos de pessoas que, de alguma maneira se envolvem durante o tratamento da doença - não só dessa, mas de qualquer outra - mas a que estava em discussão era o câncer.
Foram depoimentos emocionantes, muitos acompanhados com lágrimas, já que segundo uma psicóloga, há um envolvimento sentimental com o paciente, já que em alguns casos o tratamento pode durar 10, 15 anos.
Nesse momento eu fiquei pensando: "Nossa! Em 15 anos acontece tanta coisa!" e de repente, já no encerramento do programa a psiquiatra fez a seguinte colocação: "não se deseja uma vida longa, se deseja uma vida larga..."
Quem me conhece ou já leu um pouquinho da minha história aqui, sabe que passei por uma experiência que me fez mudar a maneira de enxergar o mundo, mas mesmo eu, que nunca tinha pensado em viver até os 90 anos - ou seja, que nunca desejei vida longa, nunca tinha pensado na vida em sua "largura"- na verdade, a psiquiatra queria ressaltar a necessidade de valorizarmos a qualidade de vida, e não a quantidade de vida.
Não interessa se vou viver até os 70 ou até os 90, o que interessa na verdade é a maneira como vou viver esses anos, o que vai fazer a diferença pra mim durante esse tempo.
Por isso, eu frequentemente reflito sobre o tipo de vida que levo!
Eu não tenho trabalhado demais?
Planejado demais e executado de menos?
Ouço o meu corpo, meu coração, minha cabeça...
Os avisos acontecem quando é hora de descansar um pouquinho...
Não faço planos sozinha...
Quero caminhar na praia, mas não quero ver só as minhas pegadas na areia...
Quero abrir um vinho, mas não quero servir apenas uma taça...
Sirvo o jantar em uma bela mesa, mas não pode ter apenas um prato...
Não vou ao trabalho apenas para tratar e-mails, atender telefonemas...
Vou até lá para sorrir, falar bobagens quando der um tempinho, conversar, confraternizar.
Não sou uma ilha e não vivo pra trabalhar. Trabalho pra viver e faço parte de um mundo que me cerca e é o tipo de relação que eu estabeleço com a minha existência que vai garantir a largura da minha vida!
Se minha vida será LONGA, não cabe a mim responder, pois esse é um planejamento do Papai do Céu, mas eu posso determinar que ela seja LARGA, ah isso eu posso!
Você também pode!
Então, que tal "ALARGAR" a vida?

1 comentários:
Perfeito! Devemos viver sem se arrepender das loucuras ou até mesmo das coisas certas que fazemos e ainda digo mais, devemos viver todos os sonhos interiores, pois dizem que os sonhos são as melhores prova da existência. Se a existência é sonha, então que VIVEMOS todos os nossos SONHOS...
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