Bom, estou de volta hoje para contar o motivo que me levou ao psiquiatra este ano...
Em 2010, meu ano foi repleto de novidades... Uma delas foi a MATERNIDADE!!
Um momento abençoado, muito esperado e desejado! É normal que a mulher, após ser agraciada com o nascimento de um filho torne-se um tanto mais sensível e este é um dos motivos que me fez procurar tratamento.
No passado, eu conseguia manter maior controle da situação, conseguia aguardar o momento exato para "desabar", conseguia disfarçar o que estava acontecendo, as pessoas sequer percebiam que algo estava "estranho" em mim... Quando eu estava na fase ruim (é assim que eu costumo chamar a fase depressiva ou de tristeza aguda), eu, na maioria das vezes, conseguia esperar chegar em casa pra "cair no choro" e de uns tempos pra cá, perdi um pouco este controle e passou a ser assim: deu vontade chorar, choro onde estiver... aí num rola, né? a coisa foi ficando meio constrangedora...
Aí você pensa, mas o que a Maternidade tem a ver com isso? O que acontece é que creio que uma das coisas que me fez ficar um pouco mais sensível e perder o controle do choro foi a Maternidade.
Mas foi na verdade o meu filho que me incentivou a procurar tratamento...
Meu filho tem hoje 1 ano e 2 meses, e certo dia (na época ele tinha menos de um ano - eu acho, mas já tinha desenvolvido o dom da observação que, modéstia à parte, herdou da mãe... hehehe) eu estava no meio de uma crise e ao chegar em casa, aos prantos, ele ficou me observando. Ao pegá-lo no colo, ele continuou me observando e colocou os dedinhos nas lágrimas que escorriam...
Aí me peguei vislumbrando um futuro que não estaria muito distante: Imagina quando chegar aquela fase do "por quê?", pela qual todas as crianças passam?
Quando um Bipolar está em crise, não adianta ficar perguntando o que ele está sentindo, porque está chorando, o que ele tem, porque todas estas perguntas ficarão sem resposta mesmo!!
E aí, quando ele estiver nesta fase, o que vou falar? O que vou explicar?
Foi então que eu resolvi procurar tratamento...
E vou te falar uma coisa, venci uma grande barreira, porque sempre tive resistência a tomar qualquer tipo de medicação para este problema, porém durante o tempo que tomei a medicação, confesso que me senti muito bem.
Dei uma pausa no medicamento, negligentemente, sem comunicar à psiquiatra, pois tive problemas relacionados ao orçamento...
Mas me comprometi comigo que assim que virar o mês eu, que já estou com uma receita na carteira, vou à farmácia, pois o tratamento melhorou a minha qualidade de vida!
Talvez eu volte a falar disso depois...

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